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Editorial
“A agricultura é a arte
de empobrecer alegremente”, ou lentamente, consoante a versão, certo
é que a apicultura resolveu adoptar esse lema.
Se perguntarmos aos apicultores das várias regiões do nosso país como
foi a produção deste ano, a maioria responde que” não foi má”, ou
”podia ter sido melhor”, ou não houvesse expressões mais
portuguesas para falar dos nossos rendimentos.
A culpa, além do suspeito do costume: o S. Pedro, cada vez mais passa
pela sanidade apícola, onde a Varroose e o Sindroma do Despovoamento de
Colmeias (ultimamente com o crescente protagonismo dos pesticidas
utilizados na agricultura) assumem o papel principal. Apicultores,
associações, investigadores e laboratórios desdobram-se em iniciativas
para minorar os efeitos destas moléstias, apesar da cada vez mais ténue
luz ao fundo do túnel.
Apesar disso, é surpreendente o número de novos apicultores e de
projectos apícolas que têm surgido nos últimos meses, fenómeno que já se
reflecte na procura e no preço das colónias de abelhas. Valha-nos o
facto de pelo menos o futuro do sector estar assim garantido, ou não?
Uma boa notícia deve-se ao número crescente de apicultores que começam a
optar pela diversificação dos produtos da colmeia, nomeadamente o pólen
e o própolis. Iniciativa que não só aumenta a capacidade de resposta das
explorações às tendências do mercado, como também vai dotar o sector de
experiência e materiais para os novos desafios.
A palavra de ordem dos tempos que correm é a POUPANÇA, conselho que
deixo aos apicultores para que ponderem cada investimento, acção ou
decisão que operem nas respectivas explorações tendo em vista
evidentemente um saldo positivo…
Joaquim Pifano
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